Sábado, 28 de Janeiro de 2012
Palavras Perdidas

 

Não escrevo há muito tempo. Talvez porque a escrita só faz sentido quando há sentimentos a expelir, incertezas a borbulhar dentro de mim e a insegurança é tamanha que apenas a junção perfeita das palavras ajuda a apaziguar tal sensação. Definitivamente esta descrição não faz parte da minha vida actual. Não sou totalmente feliz, mas também ninguém o é totalmente. Tenho as minhas alegrias, paixões, desvarios. Como bela incerta que sou, continuo a ter a certeza das minhas incertezas contudo de uma forma bem mais calma, madura até.

 

Já não me escondo por detrás das linhas que escrevia, a dada altura incessantemente. Agora prefiro refugiar-me nos meus pilares da vida, as pessoas sem os quais já não sei viver. As incertezas vão existir sempre só penso que perdi a capacidade de as expressar pelo meio da escrita.

 

É pena. No fundo a escrita intensiva  seria algo que gostava imenso de explorar mas falta-me a inspiração. Até numa sessão de escrita criativa já participei numa tentativa de despertar o bichinho outrora bem presente em mim. Já tentei a via da leitura compulsiva para aguçar o jogo de manusear as palavras porém tem sido também infrutífero. Leio efusiva e incessantemente mas tal acto não tem despoletado aquilo que verdadeiramente gostaria de explorar.

 

Talvez um dia os tempo aureos de blogger voltem e com eles o prazer que a actividade da escrita me provocava...



Publicado por ascertezasdasincertezas às 17:07
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Terça-feira, 12 de Julho de 2011
Futuro

Como é que sei se o "para sempre" é mesmo para sempre? Será que se algo começar a quebrar vou ter capacidade para me aperceber disso atempadamente, de modo a evitá-lo? Será que o que está destinado a terminar pode ser contrariado?

 

Tantos ses, suposições, divagações. Não quero tê-las- Quero  expulsar de mim cada dúvida e incerteza. Quero esquecer o suposto futuro e tecer as linhas do presente. Ainda que a vontade seja muita o essencial do meu ser não me permite agir assim.

 

Sou demasiado ponderada e medito incessantemente perante tais pensamentos inquietantes. A minha incapacidade de abstracção é tal que cada acção executada é acompanhada por um alarme constante.

 

Não sou assim. Adorava viver simplesmente sem me atormentar e sem analisar cada elemento do dia a dia. Em vez disso, o "será que aconteceu por isto", "o que eu fiz?", "será que algo está a mudar sem que eu perceba?" assolam-me. Basta um pequeno desvio da rotina para várias inquietações me martirizarem.

 

Detesto a insegurança. Porém, sei que neste momento faz parte de mim… Tendo afastá-la, faço tudo para tal. E só espero que seja capaz de o fazer em vez de desperdiçar momento presentes cruciais.



Publicado por ascertezasdasincertezas às 20:44
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Sábado, 7 de Maio de 2011
Contos de Fadas

 

Todos crescemos com certos objectivos predefinidos, ora pelos nossos pais, pela sociedade em si ou meramente pela educação que temos. Esquecemo-nos é que nem tudo corre como o planeado, como estaria escrito como o mais correcto.

 

Não é preciso ser-se um adulto feito para que muitas das fases tidas como certas numa vida repleta de êxitos não sejam alcançadas. Rapidamente há a necessidade de se enfrentar obstáculos, ideologias que afinal não passam disso mesmo.

 

É nessa altura que o confronto ocorre, surgem os porquês…as dúvidas e incertezas de não termos conseguido realizar o que seria suposto por falha própria ou porque simplesmente o mundo é assim. Para mim, esta fase é aquela que maior confronto nos traz, por constituir uma altura em que a realidade esbofeteia-nos e abrimos os olhos para aquilo que é viver.

 

Infelizmente nem tudo é um mar de rosas, nem sempre aquilo com que sonhámos se realiza. Por vezes o percurso ideal não é alcançável. Todavia, no meu entender é essencial passar por esta fase. Bater com a cara no chão, limpar as feridas, reflectir sobre o que na realidade poderá ser mesmo alcançável. E depois de tentar mais uma vez perceber que não somos nós que moldamos a vida mas ela que nos molda a nós.

 

Toda a lágrima tem uma razão, toda a queda tem um caminho alternativo. Não é fácil fazer as melhores escolhas mas eu acredito que é possível faze-lo. Estou a aprender a modelar-me a esta vida que não faz parte dos contos de fadas ouvidos em criança. Não é fácil mas necessário.



Publicado por ascertezasdasincertezas às 19:29
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011
Pequena Colaboração

 

Não é hábito meu utilizar este espaço para outros fins senão esvaziar a alma mas desta vez uma amiga precisa de uma ajudinha e cá estou eu para isso.

 

Pedia a todas as mulheres que perdem o seu precioso tempo a ler os meus devaneios para responderem a um pequeno e muito curto questionário. É algo fácil e que não vos rouba mais do que um minuto.

 

Este é o link

 

Nós agradecemos, é de extrema importância a obtenção do maior número de respostas.

 

E se quiserem divulgar agradecemos também.



Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:42
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Domingo, 3 de Abril de 2011
Recordações únicas

 

Normalmente há sempre aquela tentação de se dizer “se pudesse voltar atrás para voltar a viver de novo aqueles momentos”.

 

Essa ânsia está sempre presente mas no fundo tenho consciência que se voltasse realmente atrás não voltaria a ser perfeito. A razão pela qual certos momentos são inesquecíveis e ficam marcados na nossa memória como perfeitos é mesmo essa. Foram vividos naquele instante, sem serem conhecidas as consequências de certas acções. O friozinho na barriga por não se saber se estamos a agir da forma mais correcta, se nos iremos arrepender das nossas acções e decisões. E no fim, se iremos sorrir e pensar que não podíamos ter agido de outra forma, que aquela foi a mais arriscada mas também a mais acertada.

 

Por circunstâncias da vida, algumas recordações estão agora a emergir e um desejo de voltar a passar por alguns episódios da minha vida, que sei que poucas pessoas têm a possibilidade de viver, renasce. Foi uma altura da minha vida revitalizante e inesperada, onde a ingenuidade de quem está a apenas a iniciar a vida adulta se misturou perfeitamente com a loucura de aproveitar cada instante da vida como se fosse único, pondo de lado a minha racionalidade habitual. Provavelmente foram os melhores momentos da minha vida e espero profundamente nunca me esquecer de cada pormenor, de cada passo, de cada pensamento, palavra ou sentimento. Isto, porque foi com base nesses momentos memoráveis que tenho o que construi até hoje.

 

Não, não quero voltar atrás. Em vez disso, quero reter as lembranças num recantos do meu ser e puder relembra-las sempre que me apetecer, com todos os pormenores como se fosse hoje. Afinal de contas pode ter sido algo inesquecível mas quem sabe se o que vivo hoje também fará parte dos momentos a reter para sempre no futuro…

 


Música: Adele - Someone like you

Publicado por ascertezasdasincertezas às 20:54
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Domingo, 20 de Março de 2011
Cansaço

Sinto-me cansada. O corpo já não consegue acompanhar o desejo de fazer, o tempo é demasiado pequeno para que consiga descansar e actuar. A peça de teatro em que a minha vida é representada encontra-se anémica e desfalecida.

 

Pesa-me cada passo que dou. Cada actuação equivale à necessidade de descansar o dobro. Onde vou encontrar tempo para tudo? Não há. Neste momento ou opto por hibernar e cair numa vida mecânica ditada pelo dever ou obrigo o corpo a mexer para não perder nada de cada dia. Mesmo que opte pela segunda opção rapidamente entro num ponto de ruptura em que se não sou capaz de continuar mais e preciso de carregar no botão de pausa.

 

Esta situação deixa-me frustrada. Já foram várias as ocasiões em que deixei de aproveitar o meu escasso tempo livre porque a necessidade de repouso do meu corpo sobrepôs-se Confesso que isto me preocupa um pouco. Será normal ou algo de errado se passa comigo?

 



Publicado por ascertezasdasincertezas às 20:04
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011
Sem palavras

 

Amo amar desta maneira.



Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:17
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Sábado, 8 de Janeiro de 2011
Questões...

Tenho saudades de demasiadas coisas. Sinto uma saudade incessante de me sentir feliz. Não falo de felicidade de sucesso, essa eu tenho. Refiro-me a uma felicidade em género de alegria e adrenalina. Aquele sentimento quando estamos no auge de um concerto da banda que veneramos ou numa naquelas noite onde não paramos de dançar e de sentir a musica e sentimo-nos mesmo bem. Sinto falta desse sentimento, talvez o tenha designado erroneamente de felicidade mas para mim todas essas sensações também proporcionam felicidade.

 

Não sei identificar o que mudou mas já não tenho em mim aquele ingenuidade de viver a vida e aproveitar ao máximo. Mesmo que faça tudo aquilo que me deixava maravilhada já não é a mesma coisa. Já não me sinto dona do mundo. Aquele sentimento de ter toda a minha vida pela frente e de que teria todas as possibilidade de atingir todos os meus objectivos e sonhos parece que foi atenuado.

 

Agora vivo mas com menor intensidade e impulsividade. Vejo-me mais ponderada e tenho pena que em parte tenha perdido a meninez de há uns (poucos) anos e tenha entrado no mundo real onde nem tudo é possível, e aquilo que é dá muito trabalho a conseguir.

 

Gostava de acordar um dia e tê-lo só para mim. Apreciar cada passo que desse nesse dia. Desde o acordar  com um sol deslumbrante a aproveitar cada segundo. Gostava de pegar num livro e absorver cada palavra como se fosse parte constituinte de cada capítulo. Pegar nas pessoas mais importantes e partir por esse mundo fora (nem que por um dia). Almoçar em qualquer parte do mundo e deter aquele sentimento de que o futuro será maravilhoso.

 

É complicado. A vida não é um mar de rosas. Tenho a idade ideal para aproveitá-la mas outros feitos importantes de responsabilidade se sobrepõem e tenho de deixar de parte esta veia sonhadora e ideológica e limitar-me a aproveitar a minha vida de uma forma adulta...



Publicado por ascertezasdasincertezas às 15:55
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Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010
Hipóteses

Seria tudo tão mais fácil se não fosse escrava do planeamento. A descontracção ajudar-me-ia a relaxar e viver ao sabor do vento. Em vez disso, os meus pensamentos rodopiam analisando cada acontecimento possível. A hipótese... algo assustador. Não consigo guiar-me por hipóteses ou suposições. A hipótese para mim é sinónimo de insegurança e reticencia. Como me vou equilibrar perante a falta de certezas?

 

Os ses acumulam-se na minha mente. Todas as possibilidades são pensadas e  repensadas e acabo por me fixar no pior. Não consigo ser positiva porque entendo isso como algo próximo da ilusão. Prefiro pensar em tudo. E isso só me torna ansiosa e baralhada.

 

Sinto-me triste e sei que não devia ser assim. Sei que há oportunidades na vida que devem ser agarradas mas neste caso vai contra aquilo que eu já julgava perfeito. Estou a ser egoísta eu sei mas a incerteza assusta-me. Para mim a oportunidade de uma pessoa pode ser o caminho para a destruição de outra coisa já formada. Tenho medo. Provavelmente pode ser tudo um grande exagero meu e quando chegar a altura em que a hipótese passa a realidade não acontece nada de mais e fica tudo bem. Mas sou assim...penso demasiado primeiro.



Publicado por ascertezasdasincertezas às 09:20
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Terça-feira, 9 de Novembro de 2010
Eternidade
          
Três meses é muito tempo...



Publicado por ascertezasdasincertezas às 09:05
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