Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Pequena Colaboração

 

Não é hábito meu utilizar este espaço para outros fins senão esvaziar a alma mas desta vez uma amiga precisa de uma ajudinha e cá estou eu para isso.

 

Pedia a todas as mulheres que perdem o seu precioso tempo a ler os meus devaneios para responderem a um pequeno e muito curto questionário. É algo fácil e que não vos rouba mais do que um minuto.

 

Este é o link

 

Nós agradecemos, é de extrema importância a obtenção do maior número de respostas.

 

E se quiserem divulgar agradecemos também.

Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:42
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

A morte do sentimentalismo

 

Não consigo deixar de ser assim. Exagero, complico, tudo arde e volta a arrefecer em questão de minutos. Mas também sei reconhecer. Reconhecer que não tive razão e que exagerei. No entanto, há coisas que só eu sinto e para mim justificam os "dramas". Por ter consciência de minha pessoa, coisas há que já mudei. Não pela outra pessoa mas por mim.

 

Só quero que me ouçam, que conheçam o que sou e que aceitem.

 

Bastava-me o silêncio. A compreensão de pelo menos um milésimo do que me constitui. Em vez disso, fica a aparência de reacções sem intuito.

 

E o que está cá dentro, não conta?

 

Não sou prática nem fria. Não sou assim. Sofri desilusões mas toda esta patética veia sentimentalista permaneceu na mesma. Uma palavra para mim pode significar a alteração de um dia completo. É assim tão descabido ser assim? Será que terei de ver tudo tão objectivamente para deixar de ser exagerada? É assim tão errado preocupar-me com o que sinto e faço sentir?

 

Esta impossibilidade de demonstrar o que sinto sem ser julgada está-me a corroer. Aprendi a viver e a deixar de pensar tanto (penso que para deixar de me sentir ridícula). Deixei de ter vontade de escrever (acho que porque me alimenta a existência do sentimentalismo).

 

No fundo, um pedaço dessa parte de mim vai morrendo...dia após dia...

 

 

Estou...:
Música: João Pedro Pais e Mafalda Veiga - paciencia
Publicado por ascertezasdasincertezas às 13:33
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Complexidade racional

 

Será que a necessidade de escrita funciona meramente como um processo de reflexão interior ou como tentativa de um entendimento não conseguido no decorrer das reacções diárias? Ultimamente, tenho pensado acerca disso e da questão de escrever para me descomplicar ou para complicar o descomplicado...

 

Uma coisa é certa, nem sempre o que é escrito é bem exposto ou interpretado...por vezes há pensamentos de tal forma inconstantes que até eu própria tenho diferentes formas de os interpretar em diferentes alturas de uma eventual leitura reflexiva.

 

Tudo muito complicado de facto, ou não fosse eu uma eterna complicada...aquela que constantemente confronta o pensar e o sentir... o agir e o reflectir...o simplificar e o complexificar. Incompreensivelmente, tão depressa há a existência de sentimentos reconfortantes como repentinamente há-os também insatisfeitos e incoerentes.

 

No decorrer de tantas palavras desenfreadas permanece sempre algo a dizer...uma incerteza sem resposta clara, um tentar perceber simplesmente porque sim, porque busco constantemente respostas para o inquestionável, luto por coisas inalcançáveis, tento controlar o incontrolavelmente irremediável, acabando por nem sempre fazer sentido para quem eventualmente me tente compreender.

 

Conclusivamente, sou alguém que apenas vai questionando os limites das ideias e maneiras de expressão...alguém que inconscientemente, ou conscientemente tendo em conta que penso nisso agora, tenta encontrar a segurança na insegurança com que a vida se apresenta.

Estou...: complexamente racional
Música: Breaking Benjamin-follow
Publicado por ascertezasdasincertezas às 00:34
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