Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Pequena Colaboração

 

Não é hábito meu utilizar este espaço para outros fins senão esvaziar a alma mas desta vez uma amiga precisa de uma ajudinha e cá estou eu para isso.

 

Pedia a todas as mulheres que perdem o seu precioso tempo a ler os meus devaneios para responderem a um pequeno e muito curto questionário. É algo fácil e que não vos rouba mais do que um minuto.

 

Este é o link

 

Nós agradecemos, é de extrema importância a obtenção do maior número de respostas.

 

E se quiserem divulgar agradecemos também.

Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:42
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Domingo, 3 de Abril de 2011

Recordações únicas

 

Normalmente há sempre aquela tentação de se dizer “se pudesse voltar atrás para voltar a viver de novo aqueles momentos”.

 

Essa ânsia está sempre presente mas no fundo tenho consciência que se voltasse realmente atrás não voltaria a ser perfeito. A razão pela qual certos momentos são inesquecíveis e ficam marcados na nossa memória como perfeitos é mesmo essa. Foram vividos naquele instante, sem serem conhecidas as consequências de certas acções. O friozinho na barriga por não se saber se estamos a agir da forma mais correcta, se nos iremos arrepender das nossas acções e decisões. E no fim, se iremos sorrir e pensar que não podíamos ter agido de outra forma, que aquela foi a mais arriscada mas também a mais acertada.

 

Por circunstâncias da vida, algumas recordações estão agora a emergir e um desejo de voltar a passar por alguns episódios da minha vida, que sei que poucas pessoas têm a possibilidade de viver, renasce. Foi uma altura da minha vida revitalizante e inesperada, onde a ingenuidade de quem está a apenas a iniciar a vida adulta se misturou perfeitamente com a loucura de aproveitar cada instante da vida como se fosse único, pondo de lado a minha racionalidade habitual. Provavelmente foram os melhores momentos da minha vida e espero profundamente nunca me esquecer de cada pormenor, de cada passo, de cada pensamento, palavra ou sentimento. Isto, porque foi com base nesses momentos memoráveis que tenho o que construi até hoje.

 

Não, não quero voltar atrás. Em vez disso, quero reter as lembranças num recantos do meu ser e puder relembra-las sempre que me apetecer, com todos os pormenores como se fosse hoje. Afinal de contas pode ter sido algo inesquecível mas quem sabe se o que vivo hoje também fará parte dos momentos a reter para sempre no futuro…

 

Música: Adele - Someone like you
Publicado por ascertezasdasincertezas às 20:54
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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

E agora?...

 

Parece tudo tão incerto.

 

Há algum tempo que não sentia a vida tão instável. Por norma tenho de ter sempre um porto seguro, um plano B para o caso do A não resultar. Desta vez não é assim, não há plano B nem muito menos A. Não há planos, não há segurança.

 

Não sei o que quero nem o que é melhor para mim. O que me inquieta verdadeiramente é que esta falta de continuidade que sempre dei à minha vida coloca-me numa situação desconhecida e insegura. Qual o caminho a seguir? Qual o acertado?

 

Esta pausa está a deixar-me irrequieta. Já não consigo pensar e concentrar-me no delinear do esboço da vida. Tenho de o fazer mas os dias passam e torno-me num acessório do dia a dia. O tempo passa e a vontade de agir diminui tamanha é a desorientação.

 

Nem sempre é bom ter tudo na vida planeado, no enquanto neste momento era disso que precisava para me erguer de novo.

 

Estou...:
Música: Mika - Happy ending
Publicado por ascertezasdasincertezas às 21:49
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Terça-feira, 9 de Junho de 2009

A efemeridade da vida

Não tem dado muito bom resultado pensar na minha vida. Ponho-me a pensar em tudo, num instante faço uma viagem alucinante pelos meus últimos três anos. Tenho saudades de algumas coisas (e pessoas) que perdi, sinto falta dos meus rituais quotidianos que me faziam sentir viva e capaz de aproveitar a vida. Questiono-me acerca da vivacidade que se transformou em algo mais calmo, não tão impulsivo. Assisto à possibilidade de mudanças repentinas, que procuro continuamente mas, que me trazem medo como acréscimo. Medo daquilo que não conheço, daquilo que poderá ser, das consequências das minhas decisões, tomadas por vezes no próprio instante. Até que ponto me consigo identificar nesta corda bamba entre a tendência do comodismo e conformismo de uma vida regular e uma incessante vontade de procurar sempre algo novo, que me faça sentir que aprendi mais um pouco, que cresci mais um pouco.

 

Tenho certezas de algumas coisas. No entanto, é tudo tão vulnerável às transformações das minhas decisões que fico receosa. Espero e tento sempre que acha evolução mas quando chega à hora e me deparo com a mudança necessito de parar. Assusto-me. Receio.

 

Recordo o que fui, sinto-me grata por todas as recordações que guardo. Contudo também tenho momentos em que apenas gostava de presenciar aquilo que vivi, aquilo que senti. Ao longo do tempo, vou ganhando a consciência de que há coisas que só se vivem uma vez na vida...e mesmo que tenhamos a oportunidade de vivê-las mais uma vez, passar pela experiência de novo...nada é igual. Os sentimentos mudam, as pessoas tornam-se diferentes e aqueles que julgámos eternos ontem hoje já não o são...

 

E é tudo isto que, por vezes, me paralisa e me faz tentar não parar e pensar na vida, de modo a não sucumbir às incertezas e apenas esperar que as opções tomadas sejam as mais correctas.

 

Estou...: incerta
Música: Staind - Everything Changes
Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:39
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Tempo para mim

 

Finalmente disponho de tempo para me organizar.

 

Com calma, consigo definir o que quero e o que tenho de fazer para o alcançar. Possuo os instantes necessários para fazer uma revisão de como está a minha vida. Agora é a altura certa para desfrutar daquilo de que gosto e aproveitar tudo da melhor maneira.


Há muito tempo que sentia não ter tempo para mim. Para pensar. Embora a minha filosofia de vida, neste momento, se foque mais no viver sem pensar muito, também preciso de parar por instantes. Saborear bem o que aprecio. Preciso de tomar consciência de como terei de moldar o meu presente para não voltar a cometer os mesmos erros...

 

Estou...: a pensar em mim
Música: Natasha bedingfield - Unwritten
Publicado por ascertezasdasincertezas às 20:24
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Realidade...

 

Finalmente entendi o conceito de deixar as memórias no passado...

 

Custou aperceber-me que há pessoas que ultrapassam aquilo que viveram num ápice, deixando tudo demasiadamente longínquo para sequer porem a hipótese de tentar de novo.

 

Hoje tive consciência que há coisas que já não voltam e que o melhor a fazer é pensar no que vem e não no que foi...

 
 "I close my eyes to see

 

 And it's not the same no

It feels empty"

Estou...: confrontada
Música: In Loving Memory - Alter Bridge
Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:41
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Encruzilhadas

 

Chego a um ponto de saturação em que se pudesse fugia. Fugia de tudo até encontrar um sitio onde pudesse respirar e conseguir entender quais os actos errados. Não estou bem. Demasiada ambição? Crença ilusória em relação às pessoas?

 

Tudo me escapa por entre os dedos. Aquilo que julguei realizar-me, as pessoas que julguem serem permanentes pilares na minha vida. Tudo se esvai. Nada fica o tempo suficiente para eu o contemplar e dizer que sou feliz.


Como é possivel ter situações passadas mal resolvidas quando sou a primeira a debater-me com a defesa do esclarecimento de desentendimentos? Como é possível não ter direito a sentir sem que tenha de passar por provas, por vezes incontornaveis? Como é possivel serem mais as vezes que vejo o fracasso naquilo que quero?

 

Não entendo o porquê da força de vontade nem sempre valer de nada. Não consigo lidar com a incapacidade do "querer". Sinto saudade de quando limitava-me a viver sem ter que me debater com a minha constante dispersão de pensamentos.

 

Não adianta dizer que não vou voltar a tentar o que quer que seja na minha vida. Não servirá afirmar que não me envolverei emocionalmente com mais ninguém. Não fará sentido ser convicta aquando de um não voltar a confiar em algo ou alguém.

 

Não.

 

Conheço-me.

 

Continuarei, vezes sem conta, a confiar, a tentar, a gostar, a viver, a voar mais alto do que deveria e provavelmente a cair mais uma vez.

Estou...:
Música: Adele - Hometown Glory
Publicado por ascertezasdasincertezas às 00:12
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