Domingo, 3 de Abril de 2011

Recordações únicas

 

Normalmente há sempre aquela tentação de se dizer “se pudesse voltar atrás para voltar a viver de novo aqueles momentos”.

 

Essa ânsia está sempre presente mas no fundo tenho consciência que se voltasse realmente atrás não voltaria a ser perfeito. A razão pela qual certos momentos são inesquecíveis e ficam marcados na nossa memória como perfeitos é mesmo essa. Foram vividos naquele instante, sem serem conhecidas as consequências de certas acções. O friozinho na barriga por não se saber se estamos a agir da forma mais correcta, se nos iremos arrepender das nossas acções e decisões. E no fim, se iremos sorrir e pensar que não podíamos ter agido de outra forma, que aquela foi a mais arriscada mas também a mais acertada.

 

Por circunstâncias da vida, algumas recordações estão agora a emergir e um desejo de voltar a passar por alguns episódios da minha vida, que sei que poucas pessoas têm a possibilidade de viver, renasce. Foi uma altura da minha vida revitalizante e inesperada, onde a ingenuidade de quem está a apenas a iniciar a vida adulta se misturou perfeitamente com a loucura de aproveitar cada instante da vida como se fosse único, pondo de lado a minha racionalidade habitual. Provavelmente foram os melhores momentos da minha vida e espero profundamente nunca me esquecer de cada pormenor, de cada passo, de cada pensamento, palavra ou sentimento. Isto, porque foi com base nesses momentos memoráveis que tenho o que construi até hoje.

 

Não, não quero voltar atrás. Em vez disso, quero reter as lembranças num recantos do meu ser e puder relembra-las sempre que me apetecer, com todos os pormenores como se fosse hoje. Afinal de contas pode ter sido algo inesquecível mas quem sabe se o que vivo hoje também fará parte dos momentos a reter para sempre no futuro…

 

Música: Adele - Someone like you
Publicado por ascertezasdasincertezas às 20:54
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Adaptação

 

Apesar da minha não vasta experiência, acredito que nem todas as pessoas são as ideias. Já pensei que sim, que o que importa é o sentimento e o que conseguimos extrair daí. Acreditava que ao cultivar a relação era possível ser feliz e fazer alguém feliz. Ingenuidade. Não é verdade, pelo menos no meu caso. Foi da pior maneira que comprovei a incompatibilidade que por vezes existe. Dei tudo de mim, expus tudo o que sentia, lutei por aquilo em que acreditava e quando achei que o tinha alcançado todo o empenho demonstrou-se infrutífero. Não foi possível. Há diferenças que condenam qualquer relação.

 

Mais tarde vim a agradecer esse meu embate entre a minha ilusão e a realidade.

 

Hoje acredito que quando se encontra alguém semelhante aí sim é possível viver inteira e intensamente uma relação feliz.

 

Claro que não quero com isto dizer que encontrei o meu espelho. Não, de todo. Somos diferentes, por vezes até demasiado. No entanto, o essencial é semelhante - a visão que detemos da vida. Partilhamos uma maneira de viver que nos possibilita sermos diferentes à nossa maneira mas alimentando o que temos em comum.

 

Hoje, consigo entender com objectividade que não seria feliz se não tivesse alguém ao meu lado com a mesma perspectiva desta vida.

Estou...:
Música: James Blunt - Same Mistake
Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:27
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Terça-feira, 9 de Junho de 2009

A efemeridade da vida

Não tem dado muito bom resultado pensar na minha vida. Ponho-me a pensar em tudo, num instante faço uma viagem alucinante pelos meus últimos três anos. Tenho saudades de algumas coisas (e pessoas) que perdi, sinto falta dos meus rituais quotidianos que me faziam sentir viva e capaz de aproveitar a vida. Questiono-me acerca da vivacidade que se transformou em algo mais calmo, não tão impulsivo. Assisto à possibilidade de mudanças repentinas, que procuro continuamente mas, que me trazem medo como acréscimo. Medo daquilo que não conheço, daquilo que poderá ser, das consequências das minhas decisões, tomadas por vezes no próprio instante. Até que ponto me consigo identificar nesta corda bamba entre a tendência do comodismo e conformismo de uma vida regular e uma incessante vontade de procurar sempre algo novo, que me faça sentir que aprendi mais um pouco, que cresci mais um pouco.

 

Tenho certezas de algumas coisas. No entanto, é tudo tão vulnerável às transformações das minhas decisões que fico receosa. Espero e tento sempre que acha evolução mas quando chega à hora e me deparo com a mudança necessito de parar. Assusto-me. Receio.

 

Recordo o que fui, sinto-me grata por todas as recordações que guardo. Contudo também tenho momentos em que apenas gostava de presenciar aquilo que vivi, aquilo que senti. Ao longo do tempo, vou ganhando a consciência de que há coisas que só se vivem uma vez na vida...e mesmo que tenhamos a oportunidade de vivê-las mais uma vez, passar pela experiência de novo...nada é igual. Os sentimentos mudam, as pessoas tornam-se diferentes e aqueles que julgámos eternos ontem hoje já não o são...

 

E é tudo isto que, por vezes, me paralisa e me faz tentar não parar e pensar na vida, de modo a não sucumbir às incertezas e apenas esperar que as opções tomadas sejam as mais correctas.

 

Estou...: incerta
Música: Staind - Everything Changes
Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:39
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Auto-controlo

 

É dificil. Nem sequer consigo distinguir quais as reacções correctas. Perco-me entre a razão e a emoção, a racionalidade e o impulso. Não é fácil. Tento por tudo manter os factos à superfície da consciência, partilhada entre cabeça e coração. Os receios são pressionados para o mais recôndito pensamento possível.

 

Contudo, permanecem. Sempre permaneceram. Como ser emocional que sou, a objectividade da melhor acção nem sempre consegue bloquear a subjectividade do sentimento.

 

Procuro um meio termo.

 

Ainda não encontrei, embora me sinta cada vez mais detentora de um certo controlo. Nunca me poderão acusar de falta de esforço. Nunca. Este auto-controlo a que me vou submetendo acarreta demasiados pensamentos.

 

O receio permanecerá. Sempre. Quando se gosta teme-se.

 

"But then I promised it would change, then I promised it would be ok"

 

Estou...: a manter o auto-controlo
Música: Fingertips - But...I can
Publicado por ascertezasdasincertezas às 19:52
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Tempos passados

 

Tenho saudades daquela vida. Sinto falta da experiência, da descoberta diária que vivi durante uns meses. Tenho saudades de lidar com pessoas diferentes todos os dias. Sinto falta de testar caminhos desconhecidos e aprender a lidar com a novidade.

 

Às vezes, gostava de acordar e viver de novo um daqueles dias. Bastava-me um. Apenas para relembrar, sentir de novo, viver de novo como se não houvesse amanhã.

 

Sei que foi uma experiência que passou e da qual só restaram as pessoas que conheci. Hoje já não faz sentido. Estou novamente no caminho a que pertenço.

 

No entanto, soube bem alterar completamente o previsivel...

 

Estou...: a recordar...
Música: Pussycat Dolls - I Hate This Part
Publicado por ascertezasdasincertezas às 01:44
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Realidade...

 

Finalmente entendi o conceito de deixar as memórias no passado...

 

Custou aperceber-me que há pessoas que ultrapassam aquilo que viveram num ápice, deixando tudo demasiadamente longínquo para sequer porem a hipótese de tentar de novo.

 

Hoje tive consciência que há coisas que já não voltam e que o melhor a fazer é pensar no que vem e não no que foi...

 
 "I close my eyes to see

 

 And it's not the same no

It feels empty"

Estou...: confrontada
Música: In Loving Memory - Alter Bridge
Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:41
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Passado irrequieto

"Memory is a good thing if you don´t have to deal with the past"

 

Apenas gostaria de saber se algum dia conseguirei lidar com o meu passado. Continuo a debater-me com uma indignação constante relativamente ao rumo de certas circunstâncias.

 

O mais incomodativo é presenciar o passado a interferir no presente. Sinto-me condicionada, naquilo que faço ou penso, por aquilo que supostamente deveria ser esquecido.

 

É impossível. É incontrolável o viver sem uma afectação passada.

 

Vivo subjugada ao que vivi.

Estou...:
Música: Adele - Hometown Glory
Publicado por ascertezasdasincertezas às 01:28
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Encruzilhadas

 

Chego a um ponto de saturação em que se pudesse fugia. Fugia de tudo até encontrar um sitio onde pudesse respirar e conseguir entender quais os actos errados. Não estou bem. Demasiada ambição? Crença ilusória em relação às pessoas?

 

Tudo me escapa por entre os dedos. Aquilo que julguei realizar-me, as pessoas que julguem serem permanentes pilares na minha vida. Tudo se esvai. Nada fica o tempo suficiente para eu o contemplar e dizer que sou feliz.


Como é possivel ter situações passadas mal resolvidas quando sou a primeira a debater-me com a defesa do esclarecimento de desentendimentos? Como é possível não ter direito a sentir sem que tenha de passar por provas, por vezes incontornaveis? Como é possivel serem mais as vezes que vejo o fracasso naquilo que quero?

 

Não entendo o porquê da força de vontade nem sempre valer de nada. Não consigo lidar com a incapacidade do "querer". Sinto saudade de quando limitava-me a viver sem ter que me debater com a minha constante dispersão de pensamentos.

 

Não adianta dizer que não vou voltar a tentar o que quer que seja na minha vida. Não servirá afirmar que não me envolverei emocionalmente com mais ninguém. Não fará sentido ser convicta aquando de um não voltar a confiar em algo ou alguém.

 

Não.

 

Conheço-me.

 

Continuarei, vezes sem conta, a confiar, a tentar, a gostar, a viver, a voar mais alto do que deveria e provavelmente a cair mais uma vez.

Estou...:
Música: Adele - Hometown Glory
Publicado por ascertezasdasincertezas às 00:12
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

My fears

 

I can't stop shaking

 

Morro de medo. Medo de gostar demais.

Sou incapaz de permanecer estável sem pensar que poderei passar pelo mesmo...a mesma dedicação, a mesma ilusão, o mesmo final.

Hoje foi me dito para não me deixar afectar pelo passado, não permitindo que este interfira no presente. Tento mas sem o conseguir fazer plenamente. Há feridas passadas que doem com as acções presentes. Lembranças do que é gostar e viver de acordo com esse sentimento para tudo não passar de excesso de sentir contrastante com qualquer outro encarar de relação.

Já não sei se sou eu que dou uma importância desajustada ao sentir. Desconheço se será possível haver sentimento mútuo sem um dos sentimentos se sobrepor ao outro. Deixo de compreender o meu próprio entendimento de circunstâncias, que cada vez mais se apresentam desajustadas e pouco frutíferas.

 

Estou...: parva
Música: Natasha Bedingfield - Soulmate
Publicado por ascertezasdasincertezas às 02:10
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Mágoa

 

Uma leve sensação estranha. Desconfortante e surreal. Incomodou-me demasiado a partilha do mesmo espaço...o perceber que o passado ainda me magoa e revolta...


"I don't belong here, we gotta move on escape from this afterlife"

 

 

Estou...:
Música: Avenged Sevenfold - Afterlife
Publicado por ascertezasdasincertezas às 18:38
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