Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Dependência

 

Sim, tenho saudades tuas. Daquelas como se tivesse há muito tempo sem ti. Como se não tivesse contigo há muito tempo...há tempo suficiente para me perguntar quando será a próxima vez que estarei contigo...mesmo sabendo que apenas passaram uns dias.

 

Sim, sinto a tua falta. Daqueles dias sucessivos contigo, fosse como fosse, o tempo que fosse possível. As horas passaram a dias. Passaste de papel principal a um "quando der estamos juntos".

 

Sempre temi perder a minha independência de sentimentos. Sempre tentei relembrar a mim própria que deveria manter a minha autonomia, independentemente do sentimento. Nunca abdiquei da "minha vida", no entanto foste ganhando uma importância que agora é como se me estivesse a ser arrancada.

 

Receio que te habitues a tudo isto...a cada um ter a sua vida e os momentos restantes ficarem para nós. Não é isso que quero. Vivo certamente mas com um pedaço do pensamento em ti...sempre, todos os dias, a toda a hora. Não quero de outra forma. Quero saber que tenho alguém a quem contar os sabores e dissabores do meu dia. Quero saber e sentir que ao final do dia tenho alguém que quer estar comigo tanto como eu o quero.

 

Não quero uma possível distância...uma falta de tempo...não quero...

Estou...:
Música: Coldfinger - Cover sleeve
Publicado por ascertezasdasincertezas às 20:59
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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Revolta

Estou irritada. Provavelmente se neste momento estive frente a frente com uma certa pessoa ouviria tudo o que tenho entalado. É bastante complicado ficar calada quando tenho algo por dizer.

 

O que me irrita ainda mais é que já era altura de ter ultrapassado tudo isto. Em vez disso, cada acção que condenei na altura permanece bem guardada na memória.

 

Nunca senti tanto que se estavam a meter com o fogo como naquele dia. Eu vi a minha vida quase ser alterada por aquelas acções egoístas e egocêntricas. Em parte, passei das piores semanas da minha vida, por causa de alguém que não tinha o direito de agir com tamanho altruísmo. Eu condenei, e condeno, a forma como a amizade foi manipulada para um prazer único.

 

Não consigo. Não consigo ser indiferente a tudo o que se passou. Ao que assisti, ao que eu ouvi. Não é ódio. É revolta, por nunca ter tido a oportunidade de ter confrontado a pessoa que mexeu com a minha vida sem nem sequer a conhecer.

Estou...: irritada
Música: Muse - Supermassive Black Hole
Publicado por ascertezasdasincertezas às 01:57
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Alguém que...

Afinal, se nos magoamos tanto ao longo da vida, seja por um amor não correspondido ou por um relacionamento falhado porque persistimos em tentar mais uma vez?

 

É simples. Porque, no fundo, sabemos que qualquer mágoa ou desentendimento é superado pelo sentimento de segurança e auto-estima que um relacionamento equilibrado nos é capaz de proporcionar.

 

Quem já amou e foi amado saberá certamente a que me refiro...

 

Não sei se deva sequer tentar enumerar o que nos faz superar o "nunca mais me quero apaixonar para não sofrer" e nos faz cair num mundo cor-de-rosa ao lado da "tal" pessoa - claro que tudo isto numa versão real onde existe uma espécie de conto de fadas estilo século XXI, em que há sempre obstáculos, discordâncias e afins. Tudo barreiras que, a meu ver, são capazes de fortalecer o que já se tem.

 

Mas voltando ao assunto principal, sem dúvida que o sentimento de termos alguém que goste mesmo de nós acaba por nos fazer deixar de parte, ou mesmo ultrapassar, certos receios.

 

Falo por mim. Não me arrependo das decisões, por vezes consideradas loucuras, que já cometi pelo que sentia. E tudo o que eventualmente fiz, tenha-se revelado certo ou errado, não foi única e exclusivamente pela pessoa - tipo "faço tudo por ti" - mas por mim, pelo que sentia e pelo que eu considerava certo e por vezes instintivo. É um facto que, nem sempre me saí bem mas até agora o balanço foi, e é, positivo. Não falarei do passado, pois esse, apesar de ter sido necessário para uma aprendizagem futura não é relevante neste momento.

 

Agora baseio-me no presente. Quando afirmo que ter alguém é bom não quero com isto dizer que é fácil, pois não é. Há sempre algo a manter ou a fortificar. Contudo, tudo é mais simples quando nos sentimos seguros. Sabemos que temos alguém ao nosso lado para o que der e vier. Alguém que saberemos que estará lá quando o dia nos corre menos bem. Alguém que te dá a mão mesmo que em silêncio, por não saber o que dizer para te reconfortar. Alguém que te olha de uma maneira que te faz sentir que essa pessoa gosta mesmo de ti. Alguém que te abraça com a firmeza necessária a te fazer sentir a pessoa mais protegida à face da terra. Alguém com quem o tempo que partilhas parece sempre pouco e farias de tudo para pará-lo de modo a desfrutares de cada momento. Alguém que te faz sentir amada só por se preocupar contigo. Alguém para quem olhamos sempre com uma admiração e interesse extremo, mesmo que seja tua companhia todos os dias. Alguém com quem uma hora parece um minuto e teres a possibilidade de teres um segundo a mais faz-te querer o dobro, o triplo, todo o tempo que fosse possivel. Alguém que...

 

Poderia continuar a escrever indeterminavelmente sem conseguir caracterizar verdadeiramente o que é ter o privilégio de partilhar a minha vida com quem gosto. Gostar, mas não um gostar qualquer, é daquelas coisas que apenas vivendo-as sabemos o seu significado. E aí sim...saberemos que tudo vale a pena, mesmo com todos os pequenos precalços que apenas nos fazem apreciar ainda mais este sentimento.

Estou...: apaixonada
Música: Keyshia Cole - Heaven Sent
Publicado por ascertezasdasincertezas às 02:36
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

De novo...

 

Não estava preparada para passar por isto de novo. Não estava. Não é justo. Como é possível reviver de tal forma esta agonia que não pensei sentir tão cedo. Havia jurado a mim mesma que não deixaria voltar a acontecer...

 

Deixei...

 

Mais uma vez, deixei-me acreditar que desta vez teria uma oportunidade para ser feliz. Felicidade. O que é isso afinal? Sempre que a alcanço é me arrancada de forma abrupta. Dói! Dói perder tudo o que pensei ter alcançado. Do que serviu ultrapassar toda a insegurança? Do que servir ter lutado com o passado? Do que serviu se no final tudo volta. A perda. A dor. O sofrimento. A utopia de um sentimento feliz e solidamente real e estável.

 

Caí de novo. Nem sei bem como, mas caí. E apesar de neste momento ainda não me ter mentalizado que a vida voltou a pregar-me uma partida, sei que vai custar ainda mais. Vai magoar com mais intensidade ainda. Não se esquece o que se viveu. Não se esquece o que se sente, de um dia para o outro. E pior...não consigo aceitar tão facilmente como gostaria...

 

 

Estou...: destroçada
Música: Alter Bridge Broken wings
Publicado por ascertezasdasincertezas às 02:00
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Domingo, 30 de Novembro de 2008

A incoerência de sentir

 

Não sei amar sem sofrer. Há sempre algo que me demonstra a existência de uma dor de amar. Basta uma palavra...uma acção...um silenciar...É de mim. É de mim esta sensibilidade desmedida que persegue a minha aparente felicidade...

Não consigo viver assim mas também não sei viver de outra maneira.

Gosto mas magoo-me. Admiro mas iludo-me. Vivo mas caio nas minhas próprias convicções irreais. Duvido se algum dia conseguirei sentir sem estes dois lados opostos. Desconheço a existência de amar sem ter consequencias adjacentes. Não sei. Não entendo se será possível.

Apenas sei que dói gostar.

Estou...: mal
Publicado por ascertezasdasincertezas às 01:43
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Encruzilhadas

 

Chego a um ponto de saturação em que se pudesse fugia. Fugia de tudo até encontrar um sitio onde pudesse respirar e conseguir entender quais os actos errados. Não estou bem. Demasiada ambição? Crença ilusória em relação às pessoas?

 

Tudo me escapa por entre os dedos. Aquilo que julguei realizar-me, as pessoas que julguem serem permanentes pilares na minha vida. Tudo se esvai. Nada fica o tempo suficiente para eu o contemplar e dizer que sou feliz.


Como é possivel ter situações passadas mal resolvidas quando sou a primeira a debater-me com a defesa do esclarecimento de desentendimentos? Como é possível não ter direito a sentir sem que tenha de passar por provas, por vezes incontornaveis? Como é possivel serem mais as vezes que vejo o fracasso naquilo que quero?

 

Não entendo o porquê da força de vontade nem sempre valer de nada. Não consigo lidar com a incapacidade do "querer". Sinto saudade de quando limitava-me a viver sem ter que me debater com a minha constante dispersão de pensamentos.

 

Não adianta dizer que não vou voltar a tentar o que quer que seja na minha vida. Não servirá afirmar que não me envolverei emocionalmente com mais ninguém. Não fará sentido ser convicta aquando de um não voltar a confiar em algo ou alguém.

 

Não.

 

Conheço-me.

 

Continuarei, vezes sem conta, a confiar, a tentar, a gostar, a viver, a voar mais alto do que deveria e provavelmente a cair mais uma vez.

Estou...:
Música: Adele - Hometown Glory
Publicado por ascertezasdasincertezas às 00:12
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

My fears

 

I can't stop shaking

 

Morro de medo. Medo de gostar demais.

Sou incapaz de permanecer estável sem pensar que poderei passar pelo mesmo...a mesma dedicação, a mesma ilusão, o mesmo final.

Hoje foi me dito para não me deixar afectar pelo passado, não permitindo que este interfira no presente. Tento mas sem o conseguir fazer plenamente. Há feridas passadas que doem com as acções presentes. Lembranças do que é gostar e viver de acordo com esse sentimento para tudo não passar de excesso de sentir contrastante com qualquer outro encarar de relação.

Já não sei se sou eu que dou uma importância desajustada ao sentir. Desconheço se será possível haver sentimento mútuo sem um dos sentimentos se sobrepor ao outro. Deixo de compreender o meu próprio entendimento de circunstâncias, que cada vez mais se apresentam desajustadas e pouco frutíferas.

 

Estou...: parva
Música: Natasha Bedingfield - Soulmate
Publicado por ascertezasdasincertezas às 02:10
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Subitamente

 

O mais recôndito receio submerge. Esporadicamente sou atacada pela possibilidade da ilusão. Opto por confiar, de outra maneira não conseguiria viver espontaneamente.

Resta-me afastar este mau estar...talvez descabido...

 

Estou...:
Música: Simple plan - your love is a lie
Publicado por ascertezasdasincertezas às 00:58
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Inevitabilidades da vida


 

 

Mantenho-me quieta. Vejo-me impossibilitada de escrever tendo em conta que nem sequer sei o que sinto. Permaneço como que num estado de stand-by em que nem há progresso nem regressão. Deixo-me estar intacta com medo que um passo em falso possa complicar ainda mais.

 

"After my dreaming,
I woke with this fear
What am I leaving
when I'm done here?"

 

    Já não sei se tenho pensado ou agido demais. Chego à conclusão que já nem penso em nada, para que inconscientemente acredite que tudo isto não passa de algo irreal. Já me perco nos meus actos e indecisões.

 

"So if you're asking me,
I want you to know"

 

Tanto estou segura do que quero como já não sei que caminho seguir. Tudo demasiado complicado quando sempre me baseei no "ser nu e cru", no "é ou não é". E é nestas alturas, em que não há uma acção certa ou errada, em que nada é simples ao ponto de ser plausível de ser feito de uma maneira especifica, que me vejo encurralada num não saber agir.

 

"When my time comes,
forget the wrong that I've done
Help me leave behind
some reasons to be missed
Don't resent me,..."

 

Neste momento, apenas queria chegar a um consenso, mesmo que para tal tenha de passar por aquilo com que me tenho vindo a debater ao longo da minha vida...

 

"...and when you're feeling empty
Keep me in your memory
leave out all the rest"

 

Estou...:
Música: Linkin Park - Leave Out All the Rest
Publicado por ascertezasdasincertezas às 17:46
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Inesperadamente

 

Receio não vir a conseguir voltar a relatar aqui o que sinto.

Estou bem. Uns sentimentos foram e novos voltaram. Rápida e inesperadamente. Tudo a uma velocidade de tal forma extrema que fico reticente se não estará a ser tudo demasiado rápido.

No entanto, encontrei o que pensei não existir. Apenas não tenho capacidade de o exprimir através da escrita... Apenas de o vivenciar...

 

"When you look me in the eyes,
And tell me that you love me.
Everything's alright,
When you're right here by my side.
When you look me in the eyes,
I catch a glimpse of heaven.
I find my paradise,
When you look me in the eyes."

 

Estou...: incapaz de me expressar
Música: Jonas Brothers: When You Look Me In The Eyes
Publicado por ascertezasdasincertezas às 23:40
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