Domingo, 17 de Maio de 2009

Morte?

 

 

 

Pela primeira vez perdi a iniciativa de manutenção do sentimento. Limito-me a ser espectadora do meu próprio enredo.

 

 

"How did we get here,
when I used to know you so well?
Yeah, yeah
How did we get here!?"

 

 

Estou...:
Música: Paramore - Decode
Publicado por ascertezasdasincertezas às 21:02
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

A aparência da realidade

  

Não sei se ajo bem. Se o correcto é tornar indiferente ou referenciar. Não sei. Deixei de me preocupar (ou tentei deixar).

 

O cansaço por vezes vence. Vence até os maiores e universais medos.

 

Cheguei ao limite. Pus fim ao desgaste incessante de envolver e revolver a mente complexa que detenho. Arrumei tudo.

 

O cansaço. O responsável pelo mudança de atitude. (Um mudança aparente confesso...)

   

Música: Leona Lewis - Run
Estou...: aparentemente indiferente
Publicado por ascertezasdasincertezas às 00:34
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

A morte do sentimentalismo

 

Não consigo deixar de ser assim. Exagero, complico, tudo arde e volta a arrefecer em questão de minutos. Mas também sei reconhecer. Reconhecer que não tive razão e que exagerei. No entanto, há coisas que só eu sinto e para mim justificam os "dramas". Por ter consciência de minha pessoa, coisas há que já mudei. Não pela outra pessoa mas por mim.

 

Só quero que me ouçam, que conheçam o que sou e que aceitem.

 

Bastava-me o silêncio. A compreensão de pelo menos um milésimo do que me constitui. Em vez disso, fica a aparência de reacções sem intuito.

 

E o que está cá dentro, não conta?

 

Não sou prática nem fria. Não sou assim. Sofri desilusões mas toda esta patética veia sentimentalista permaneceu na mesma. Uma palavra para mim pode significar a alteração de um dia completo. É assim tão descabido ser assim? Será que terei de ver tudo tão objectivamente para deixar de ser exagerada? É assim tão errado preocupar-me com o que sinto e faço sentir?

 

Esta impossibilidade de demonstrar o que sinto sem ser julgada está-me a corroer. Aprendi a viver e a deixar de pensar tanto (penso que para deixar de me sentir ridícula). Deixei de ter vontade de escrever (acho que porque me alimenta a existência do sentimentalismo).

 

No fundo, um pedaço dessa parte de mim vai morrendo...dia após dia...

 

 

Estou...:
Música: João Pedro Pais e Mafalda Veiga - paciencia
Publicado por ascertezasdasincertezas às 13:33
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Auto-controlo

 

É dificil. Nem sequer consigo distinguir quais as reacções correctas. Perco-me entre a razão e a emoção, a racionalidade e o impulso. Não é fácil. Tento por tudo manter os factos à superfície da consciência, partilhada entre cabeça e coração. Os receios são pressionados para o mais recôndito pensamento possível.

 

Contudo, permanecem. Sempre permaneceram. Como ser emocional que sou, a objectividade da melhor acção nem sempre consegue bloquear a subjectividade do sentimento.

 

Procuro um meio termo.

 

Ainda não encontrei, embora me sinta cada vez mais detentora de um certo controlo. Nunca me poderão acusar de falta de esforço. Nunca. Este auto-controlo a que me vou submetendo acarreta demasiados pensamentos.

 

O receio permanecerá. Sempre. Quando se gosta teme-se.

 

"But then I promised it would change, then I promised it would be ok"

 

Estou...: a manter o auto-controlo
Música: Fingertips - But...I can
Publicado por ascertezasdasincertezas às 19:52
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Domingo, 8 de Março de 2009

Impercepção

 

Não gosto deste sensação. É como se alguma coisa não estivesse bem mas não consigo obter a percepção do que se trata. Incomoda-me. Torno-me inquieta. Dou voltas e reviravoltas. Sem sequer sair do mesmo sitio viajo por entre conjecturas, suposições, factos e sentimentos.

 

Continuo sem entender. O que me incomoda. O que não está bem. Se sou eu ou algo que me é próximo.

 

É por isto que evito parar. Preciso de estar em acção constante para que as minhas ideias não formem novelos de pensamentos, que só me deixam insegura e instável.

 

 

Música: Fingertips - Do It (Magic Colors)
Estou...: estranha
Publicado por ascertezasdasincertezas às 23:37
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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Prestes a explodir

 

Estou extremamente irritada. Apetece-me gritar, espernear, deitar tudo cá para fora aos berros!

 

Em vez disso, respiro. Nem vale a pena tentar explicar a minha posição. Simplesmente não há consenso. O teclado acaba por ser o principal sofredor no meio de tudo isto. É esmagado pela frustração que sinto neste momento. Só a escrita abafa o furacão em que encarnei.

 

Não entendo porque o que serve para mim não serves para outros?! Se eu me esforço por manter uma conduta e tentar ser mais compreensiva e ponderada porque não recebo o mesmo em troca? Já mudei tanto...em tempos cheguei a discutir, a barafustar, e por vezes a concluir que não deveria ser tão exagerada. Agora...porque é que não recebo do outro lado o mesmo? Se eu me esforço e consigo admitir os meus erros e precipitações, não percebo porque não há um retorno idêntico.

 

Será assim tão difícil porem-se na minha situação?

 

Estou de tal modo frustrada que é melhor descarregar apenas na escrita e manter-me calada até a cabeça esfriar senão o resultado não vai ser muito animador...

 

Estou...: irritada, chateada e frustrada
Música: agora não
Publicado por ascertezasdasincertezas às 19:48
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Dependência

 

Sim, tenho saudades tuas. Daquelas como se tivesse há muito tempo sem ti. Como se não tivesse contigo há muito tempo...há tempo suficiente para me perguntar quando será a próxima vez que estarei contigo...mesmo sabendo que apenas passaram uns dias.

 

Sim, sinto a tua falta. Daqueles dias sucessivos contigo, fosse como fosse, o tempo que fosse possível. As horas passaram a dias. Passaste de papel principal a um "quando der estamos juntos".

 

Sempre temi perder a minha independência de sentimentos. Sempre tentei relembrar a mim própria que deveria manter a minha autonomia, independentemente do sentimento. Nunca abdiquei da "minha vida", no entanto foste ganhando uma importância que agora é como se me estivesse a ser arrancada.

 

Receio que te habitues a tudo isto...a cada um ter a sua vida e os momentos restantes ficarem para nós. Não é isso que quero. Vivo certamente mas com um pedaço do pensamento em ti...sempre, todos os dias, a toda a hora. Não quero de outra forma. Quero saber que tenho alguém a quem contar os sabores e dissabores do meu dia. Quero saber e sentir que ao final do dia tenho alguém que quer estar comigo tanto como eu o quero.

 

Não quero uma possível distância...uma falta de tempo...não quero...

Estou...:
Música: Coldfinger - Cover sleeve
Publicado por ascertezasdasincertezas às 20:59
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Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Reflexões

 

Fez-me bem apanhar ar. Deixar que todos os pensamentos destorcidos e complicados se libertassem e fosse restabelecida a autonomia de raciocínio.

 

Fez-me bem falar. Expor todos os sentimentos e ideias que conviviam sobrepostas e que me impediam de me sentir bem.

 

Tudo se tornou mais claro após o conciliar destas duas acções.

 

Parei, expus, respirei e ouvi a objectividade dos factos e não a subjectividade da insegurança. Sinto-me melhor, com a certeza do que quero e do que terei de fazer para não ser de novo incomodada pela incerteza, que apenas torna a vida mais complexa e difícil de compreender.

Estou...: com as ideias em ordem
Música: Coldfinger - It's too late for the future
Publicado por ascertezasdasincertezas às 21:35
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

I wonder...

"I wonder, if I ever let you down
Did you keep on moving
I wonder, when I took my feet from off your ground
Did you keep on going

If you ever need me, just remember
All the times when we wandered free
If you ever miss me, don't you know
That i feel the same way

I wonder, did I ever fail you
Did you give up dreaming
I wonder, when I had to go
Did you stop believing"

 

A insegurança voltou sem que eu consiga entender o porquê. Não existem razões mas está presente. Algo que só se dissipa quando há uma captação presencial de reacções...

 

 

 

Música: Coldfinger - Cover sleeve
Estou...: insegura
Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:33
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Tempo para mim

 

Finalmente disponho de tempo para me organizar.

 

Com calma, consigo definir o que quero e o que tenho de fazer para o alcançar. Possuo os instantes necessários para fazer uma revisão de como está a minha vida. Agora é a altura certa para desfrutar daquilo de que gosto e aproveitar tudo da melhor maneira.


Há muito tempo que sentia não ter tempo para mim. Para pensar. Embora a minha filosofia de vida, neste momento, se foque mais no viver sem pensar muito, também preciso de parar por instantes. Saborear bem o que aprecio. Preciso de tomar consciência de como terei de moldar o meu presente para não voltar a cometer os mesmos erros...

 

Música: Natasha bedingfield - Unwritten
Estou...: a pensar em mim
Publicado por ascertezasdasincertezas às 20:24
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