Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Vulnerável

 

 

Mesmo quando tudo está bem as cicatrizes permanecem. A percepção que permanecerão sempre presentes só agora é uma realidade. Os momentos mais frágeis abrem as feridas tidas como saradas e as memórias massacram o que já foi ultrapassado.

 

Pensei que tivesse curada. Aliás, acredito que estou. Sofri muito, num silêncio inaceitável por vezes. Julguei que no passado ficassem esses maus momentos e os seus sentimentos adjacentes. Enganei-me.

 

Ultrapassar é diferente de esquecer. Há coisas que não se esquecem nomeadamente aquelas para as quais tivemos de criar reforços.

 

Fui atacada de tal maneira por algo que me fez voltar aquilo. Mesmo estando numa estabilidade, ansiada de ser alcançada pela maior parte das pessoas, senti-me frágil, derrotada, insegura. Tal como no passado.

 

Felizmente, tenho alguém que me resgatou do que me dilacerava, dando-me sanidade para a consciencialização do que tenho hoje e do ambiente propício à cura definitiva desses meus medos.

Estou...: vulnerável
Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:27
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Sem paciência

 

Quero estar sozinha. Estou sem paciência para situações que nada de bom me acrescentam.

 

Há um certo ponto em que aquela guerra de eu-provoco-te-ciúmes-e-tu- provocas-me-a-mim cansa. Estraga. Torna-nos inseguros. Amuados.

 

Hoje deixei de achar piada. Magoou mais do que lisonjeou.

 

 

Estou...: amuada
Música: Sara Bareilles - Gravity
Publicado por ascertezasdasincertezas às 21:34
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Terça-feira, 9 de Junho de 2009

A efemeridade da vida

Não tem dado muito bom resultado pensar na minha vida. Ponho-me a pensar em tudo, num instante faço uma viagem alucinante pelos meus últimos três anos. Tenho saudades de algumas coisas (e pessoas) que perdi, sinto falta dos meus rituais quotidianos que me faziam sentir viva e capaz de aproveitar a vida. Questiono-me acerca da vivacidade que se transformou em algo mais calmo, não tão impulsivo. Assisto à possibilidade de mudanças repentinas, que procuro continuamente mas, que me trazem medo como acréscimo. Medo daquilo que não conheço, daquilo que poderá ser, das consequências das minhas decisões, tomadas por vezes no próprio instante. Até que ponto me consigo identificar nesta corda bamba entre a tendência do comodismo e conformismo de uma vida regular e uma incessante vontade de procurar sempre algo novo, que me faça sentir que aprendi mais um pouco, que cresci mais um pouco.

 

Tenho certezas de algumas coisas. No entanto, é tudo tão vulnerável às transformações das minhas decisões que fico receosa. Espero e tento sempre que acha evolução mas quando chega à hora e me deparo com a mudança necessito de parar. Assusto-me. Receio.

 

Recordo o que fui, sinto-me grata por todas as recordações que guardo. Contudo também tenho momentos em que apenas gostava de presenciar aquilo que vivi, aquilo que senti. Ao longo do tempo, vou ganhando a consciência de que há coisas que só se vivem uma vez na vida...e mesmo que tenhamos a oportunidade de vivê-las mais uma vez, passar pela experiência de novo...nada é igual. Os sentimentos mudam, as pessoas tornam-se diferentes e aqueles que julgámos eternos ontem hoje já não o são...

 

E é tudo isto que, por vezes, me paralisa e me faz tentar não parar e pensar na vida, de modo a não sucumbir às incertezas e apenas esperar que as opções tomadas sejam as mais correctas.

 

Música: Staind - Everything Changes
Estou...: incerta
Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:39
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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Factos

 

Por vezes, é preciso observar as pessoas que nos rodeiam para constatamos que na realidade temos uma vida melhor do que julgamos.

 

"Reborn and shivering
Spat out on new terrain
Unsure, unconvincing
This faint and shaky hour

 

Day one, day one
Start over again
Step one, step one"

 

Música: Alanis Morissette - Not As We
Estou...: grata pelo que tenho
Publicado por ascertezasdasincertezas às 22:36
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Domingo, 17 de Maio de 2009

Morte?

 

 

 

Pela primeira vez perdi a iniciativa de manutenção do sentimento. Limito-me a ser espectadora do meu próprio enredo.

 

 

"How did we get here,
when I used to know you so well?
Yeah, yeah
How did we get here!?"

 

 

Estou...:
Música: Paramore - Decode
Publicado por ascertezasdasincertezas às 21:02
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

A aparência da realidade

  

Não sei se ajo bem. Se o correcto é tornar indiferente ou referenciar. Não sei. Deixei de me preocupar (ou tentei deixar).

 

O cansaço por vezes vence. Vence até os maiores e universais medos.

 

Cheguei ao limite. Pus fim ao desgaste incessante de envolver e revolver a mente complexa que detenho. Arrumei tudo.

 

O cansaço. O responsável pelo mudança de atitude. (Um mudança aparente confesso...)

   

Estou...: aparentemente indiferente
Música: Leona Lewis - Run
Publicado por ascertezasdasincertezas às 00:34
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

A morte do sentimentalismo

 

Não consigo deixar de ser assim. Exagero, complico, tudo arde e volta a arrefecer em questão de minutos. Mas também sei reconhecer. Reconhecer que não tive razão e que exagerei. No entanto, há coisas que só eu sinto e para mim justificam os "dramas". Por ter consciência de minha pessoa, coisas há que já mudei. Não pela outra pessoa mas por mim.

 

Só quero que me ouçam, que conheçam o que sou e que aceitem.

 

Bastava-me o silêncio. A compreensão de pelo menos um milésimo do que me constitui. Em vez disso, fica a aparência de reacções sem intuito.

 

E o que está cá dentro, não conta?

 

Não sou prática nem fria. Não sou assim. Sofri desilusões mas toda esta patética veia sentimentalista permaneceu na mesma. Uma palavra para mim pode significar a alteração de um dia completo. É assim tão descabido ser assim? Será que terei de ver tudo tão objectivamente para deixar de ser exagerada? É assim tão errado preocupar-me com o que sinto e faço sentir?

 

Esta impossibilidade de demonstrar o que sinto sem ser julgada está-me a corroer. Aprendi a viver e a deixar de pensar tanto (penso que para deixar de me sentir ridícula). Deixei de ter vontade de escrever (acho que porque me alimenta a existência do sentimentalismo).

 

No fundo, um pedaço dessa parte de mim vai morrendo...dia após dia...

 

 

Estou...:
Música: João Pedro Pais e Mafalda Veiga - paciencia
Publicado por ascertezasdasincertezas às 13:33
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Auto-controlo

 

É dificil. Nem sequer consigo distinguir quais as reacções correctas. Perco-me entre a razão e a emoção, a racionalidade e o impulso. Não é fácil. Tento por tudo manter os factos à superfície da consciência, partilhada entre cabeça e coração. Os receios são pressionados para o mais recôndito pensamento possível.

 

Contudo, permanecem. Sempre permaneceram. Como ser emocional que sou, a objectividade da melhor acção nem sempre consegue bloquear a subjectividade do sentimento.

 

Procuro um meio termo.

 

Ainda não encontrei, embora me sinta cada vez mais detentora de um certo controlo. Nunca me poderão acusar de falta de esforço. Nunca. Este auto-controlo a que me vou submetendo acarreta demasiados pensamentos.

 

O receio permanecerá. Sempre. Quando se gosta teme-se.

 

"But then I promised it would change, then I promised it would be ok"

 

Estou...: a manter o auto-controlo
Música: Fingertips - But...I can
Publicado por ascertezasdasincertezas às 19:52
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Domingo, 8 de Março de 2009

Impercepção

 

Não gosto deste sensação. É como se alguma coisa não estivesse bem mas não consigo obter a percepção do que se trata. Incomoda-me. Torno-me inquieta. Dou voltas e reviravoltas. Sem sequer sair do mesmo sitio viajo por entre conjecturas, suposições, factos e sentimentos.

 

Continuo sem entender. O que me incomoda. O que não está bem. Se sou eu ou algo que me é próximo.

 

É por isto que evito parar. Preciso de estar em acção constante para que as minhas ideias não formem novelos de pensamentos, que só me deixam insegura e instável.

 

 

Estou...: estranha
Música: Fingertips - Do It (Magic Colors)
Publicado por ascertezasdasincertezas às 23:37
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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Prestes a explodir

 

Estou extremamente irritada. Apetece-me gritar, espernear, deitar tudo cá para fora aos berros!

 

Em vez disso, respiro. Nem vale a pena tentar explicar a minha posição. Simplesmente não há consenso. O teclado acaba por ser o principal sofredor no meio de tudo isto. É esmagado pela frustração que sinto neste momento. Só a escrita abafa o furacão em que encarnei.

 

Não entendo porque o que serve para mim não serves para outros?! Se eu me esforço por manter uma conduta e tentar ser mais compreensiva e ponderada porque não recebo o mesmo em troca? Já mudei tanto...em tempos cheguei a discutir, a barafustar, e por vezes a concluir que não deveria ser tão exagerada. Agora...porque é que não recebo do outro lado o mesmo? Se eu me esforço e consigo admitir os meus erros e precipitações, não percebo porque não há um retorno idêntico.

 

Será assim tão difícil porem-se na minha situação?

 

Estou de tal modo frustrada que é melhor descarregar apenas na escrita e manter-me calada até a cabeça esfriar senão o resultado não vai ser muito animador...

 

Música: agora não
Estou...: irritada, chateada e frustrada
Publicado por ascertezasdasincertezas às 19:48
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